sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Não Deixe para Amanhã...


De repente eu me pegava mais uma vez olhando aquela porta do guarda-roupa com mais atenção desde que ela começou a ameaçar cair. Estava com os parafusos frouxos. Às vezes eu até procurava ignora-la, olhando-a disfarçadamente. Apanhava, então, as roupas de forma a evitar abrir a porta problemática. Como se eu tivesse tempo, como se eu pudesse realmente ignorar ou esquecer que esta porta poderia de fato cair. Ora, bolas! Não aconteceu nada ainda. Talvez nunca aconteça! Enfim, ninguém é julgado ou implicado por uma situação que não ocorreu, pelo menos é o que instrui o Código Civil. Logo, por que se preocupar antes de um fato consumado.
Mas que argumento maléfico!
Se aquela porta nunca caísse, nem me provaria que eu estava certo em me preocupar com outras coisas que eu considerasse importantes! A vida antes de ser o todo, são partes, são detalhes que compõem o todo. E aquele que quer ou acha que está preparado para receber uma grande parte, deve estar atento para os detalhes, para as minuciosidades. Essa é a característica de quem almeja angariar muito.

Naquele dia eu até tentei consertar a porta. Mônica, minha esposa chegara em casa por volta das dez horas da noite. Ela estava no quarto quando a porta subitamente caiu. Ufa! Não atingiu ninguém. Mas poderia ter atingido!
É! Finalmente a porta cedeu... Eu acho até que eu sabia! Tenho a sensação de que é por situações semelhantes a estas que às vezes nos encontramos nas “nuvens”, no “mundo da lua”; pensando... em nada! Sentimento de vulnerabilidades; consequências de não querer fazer nada. Paradoxalmente, porque não poder fazer tudo que queríamos fazer num breve dia!
Ah! Eu sei que era só uma porta com defeito, como tantas coisas com defeitos. Sei também que situações como estas são traduzidas em certos buracos que surgem no meio de um curso de vida que deveria ser normal!
Há demérito na porta por ter caído?
E este fato em si foi de alguma forma ruim, nocivo?

Cheguei a conclusão de que não se deve justificar nem erros nem acertos!

Afinal, as portas têm este propósito: conduzem-nos para entradas ou saídas. Depende de nós, não dos caminhos, não das portas.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Acredito em sinais! Todavia temos que saber reconhecê-los. Eles nos servem como um despertador de futuros problemas ou sinalizador para que possamos nos adiantar quanto aos resultados que sobrevirão. É como se lhe fosse dado a oportunidade de reescrever sua história!Você percebe através dos "sinais" o que pode vir a acontecer e dá um "destino" melhor ou não. Como diria uma placa colocada na estrada da vida: "Siga os sinais".

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