Mostrando postagens com marcador As Vertentes do Sofrimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador As Vertentes do Sofrimento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Seria Possível Prever o Fim...?

"Frente às possibilidades do fim das coisas,
continue inspirando a continuar...!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)


Isaac Newton previu o fim do mundo em 2060 !?

A Universidade de Jerusalém tornou público seus manuscritos, datados do século XVIII, os quais teorizavam a data para a extinção do planeta Terra a partir de estudos baseados no livro de Daniel feitos por Newton que, além de cientista, fora um fervoroso amante da teologia.

Logo, considero oportuno explanar sobre um fenômeno que pode ter ligação com esta argumentação: O EFEITO ESTUFA. Mas antes é necessário entender o que significa ENERGIA e RADIAÇÃO INFRAVERMELHA.

O sol é a fonte principal, primeira, divina, de energia sem a qual não haveria vida. Como alguns exemplos da emanação desta energia se pode citar a energia térmica nos solos, a energia que movimenta as águas de um rio torrencial, a energia hidrelétrica, a energia que as plantas usam para se desenvolver, a energia elétrica em uma tempestade etc. Em ciência o termo energia vem do grego έν (dentro) e εργον (trabalho); ao unir as duas palavras, forma-se a palavra energia que significa “dentro do trabalho”.

Em relação à radiação infravermelha, ou melhor, da propagação da energia infravermelha, visualizemos uma historinha. Das cores emitidas por um prisma, William Herschel, um astrônomo inglês de origem alemã descobriu em 1800 que o calor era mais forte ao lado da cor vermelha, observando, sobretudo, que ali não havia luz. Eureca! Esta é a radiação Infravermelha, ou seja, a propagação de uma forma de energia que pode ser percebida e utilizada por equipamentos tecnológicos adequados. Por exemplo, esta radiação é muito utilizada nas trocas de informações entre computadores, celulares e outros eletrônicos, através do uso de um adaptador (USB IrDA).

O efeito estufa é um processo que ocorre quando uma parte desta radiação infravermelha emitida pela superfície do planeta Terra é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera terrestre. Consequentemente, o calor retido passa a não ser libertado para o espaço.

Apesar do Efeito Estufa ser vital para manter o planeta aquecido garantindo a manutenção da vida (com temperaturas mais amenas e propícias), a ocorrência do seu agravamento (isto é, o aquecimento global) inevitavelmente origina consideráveis mudanças climáticas por causa do aumento dos gases do efeito estufa; estes gases são ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono. Assim, a superfície terrestre recebe praticamente o dobro de energia atmosférica do que a energia recebida pelo Sol.

Os motivos do aquecimento acelerado são basicamente a emissão na atmosfera de gases poluentes, como aqueles derivados da queima de combustíveis fósseis; entre eles a gasolina, o óleo diesel etc. A poluição nos últimos duzentos anos tornou mais espessa a camada de gases existentes na atmosfera impedindo a dispersão da energia luminosa proveniente do Sol. Esta energia aquece e ilumina o planeta Terra e também retém a radiação infravermelha (o calor) emitida pela superfície do planeta.

“Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo...” (2 Pedro 3.7).

domingo, 2 de janeiro de 2011

Amor !?

"Mesmo diante daquilo que se entende ser divino
continue buscando à Deus! E dê sentido à inspiração!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

“O amor é sofredor (contexto idealizado em I Coríntios 13)”. O sentido deste sofrimento restringe-se a sofrer o suficiente, e o quanto for necessário, para ver a pessoa amada bem. Entretanto, a atitude de fazer e querer bem não se limita; pode ser manifestada a qualquer um, inclusive a inimigos (conforme referência em
Mateus 5:44). Linda filosofia, mas isso é possível? Sim, pois este sentimento é fruto de um relacionamento com seu autor; e tal relacionamento é o maior desafio. Em síntese, o amor humano ao mesmo tempo em que é confrontador, é também paradoxal.

Amor!?

Só estrutura-se em seu autor: Deus; é incondicional e independe de reciprocidades... .

Conclui-se então que o ser humano não possui em si estrutura, nem coerência para amar com integridade. Todavia, seu sentido mais amplo e desafiador é expresso na frase “amar como a si mesmo”, ou seja, “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles (Mateus 7:12)”.
Enfim, o amor é graça, é dom divino, conforme é revelado em Gálatas 5.22: “o Espírito de Deus produz: amor”. .
Ufa! Então dá para amar! Mas para isso tem que se relacionar com Deus... .

Num sentido prático, real, no texto (em I coríntios 13, versículos 4 e 5 ) “o amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal”., se substitui a palavra “amor” pelo seu nome, por exemplo “Paulo”. Então ficaria assim:
“O Paulo é paciente, é benigno (não somente em atitudes, mas possui um coração benigno); o Paulo não arde em ciúmes, não se ufana (ou seja, não vive se vangloriando), não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente (em outras palavras, não se conduz grosseiramente), não procura (em primeiro lugar) os seus interesses, não se exaspera (ou não se irrita), não se ressente do mal (isto é, não guarda mágoas)”.

Fazendo-se este teste, se constatará se o amor, na prática, é integralmente vivenciado e manifestado, e poderá ser verificado o que falta para que este sentimento seja pleno.

sábado, 27 de novembro de 2010

Algumas Catástrofes Naturais Podem Ser Causadas pelo Diabo?

"Diante das intempéries da vida, ouse ter paz. E renasça..., inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

Não diretamente, já que há conseqüências humanas (segundo a vontade permissiva de Deus), frutos de malignidades sugestionadas pelo diabo. Sumariamente, a estrutura física, muitas vezes, é comprometida pelo homem... .

Entretanto, as conseqüências originam-se, sobretudo, em Deus, quando são infringidas leis universais. Leis estas que não necessariamente restringe-se a um grupo especifico, ou a uma parte da Terra. Em síntese, há propósitos consoantes a ações e reações.

Contudo, todos os fenômenos (genuinamente) naturais partem de Deus. Aquele que é inspirado pelo Espírito de Deus O louva assim:
‘Teus são os céus, tua, a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste” (Salmos 89.11)..
Porém, a bíblia afirma que o céu e a terra da maneira que conhecemos hoje passarão, pois “os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo” (2 Pedro 3:7a).

Satanás (potestade opositora a criação) não tem autoridade nenhuma sobre os fenômenos naturais. No livro de Jó, por exemplo, em seu capítulo 1, no versículo 19, se vê ali a ação do diabo (que nem se pode precisar que resulta num fenômeno natural) com a permissão exclusiva de Deus quando é revelado por um empregado de Jó que “se levantou grande vento do lado do deserto, o qual caiu sobre eles (os filhos de Jó), e morreram”; e, ainda, para complementar esta resposta, no livro de Gênesis, capítulo 1, versículo 27, Deus amaldiçoa a terra, mas não o ser humano.

Quem nunca esteve num culto ao ar livre ou num evento missionário cujo propósito enfocava o desenvolvimento do Reino de Deus e, de repente, começou a chover? Ou exatamente no dia estipulado para a realização deste evento, chovesse torrencialmente?
Acho oportuno mencionar um acontecimento extraordinário: um evento missionário por pouco não foi realizado, se não fosse a oração ousada do grupo. Diante de um temporal, falaram com Deus: “o céu anuncia a glória de Deus; ele não sabe que estamos aqui, por isso peço-Lhe que o avise...”. A chuva sobrenaturalmente cessou, e o evento foi realizado.
De fato, ”os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos (Salmos 19:1).

sábado, 20 de novembro de 2010

É Possível Ouvir Deus (Literalmente) ?

"Frente às circunstâncias da vida,
reflita sobre os propósitos!
E observe, ouça e inspire!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

Sim.
Quando eu O ouvi a primeira vez, compreendi que Ele fala com o homem quando, onde e como quer, pois é soberano e onipotente. Porém, quando o homem deseja ouvir a voz do Senhor do Universo há um pressuposto básico: é preciso estar sensível à Sua voz, e para tal, se santificar, ou seja, se separar. Como assim? Este processo de santificação acontece à medida que o ser humano não dá tanta importância às coisas ofertadas e demandadas pelo mundo o qual se vive. De certa forma, mediante este processo, o homem se desvincula das regras pré-estabelecidas e impostas pelo mundo de como se viver bem o dia a dia, e de acordo com as necessidades e expectativas do corpo físico. Mas, visto que se vive numa sociedade, é inevitável se criarem expectativas e se vislumbrar perspectivas, entretanto, quando houver as inevitáveis frustrações, perdas e derrotas, automaticamente são feitas (pelo homem de Deus) uma pergunta e uma afirmativa:
· qual o propósito?
· Deus com certeza proverá (nem que sejam novas expectativas e novas perspectivas)


(Contextualizando Seu amor e visando harmonizar a criação, Seu criador, o Senhor do Universo, anela se expressar e dar direção ao homem. É desarmonioso viver infeliz... !)

A felicidade tem um significado diferente para cada um de nós. Há quem se imagine feliz longe das rotinas do dia a dia e seus problemas tão latentes; há quem seja feliz diante dos desafios da vida e os vêem como oportunidades para crescerem.

Toda a luta desprende esforço; e no mais, tristeza chama tristeza, da mesma forma que um abismo chama um abismo ainda mais profundo.

Afinal qual a sensação transmitida pela felicidade. Ouvindo uma música, vendo uma imagem, o espírito é alimentado segundo os anseios do coração pelo qual a mente se modela.
Mas qual a essência do ser?
O ser humano tende a se frustrar, a se entenebrecer; mas a luz subjuga as trevas. É um princípio universal, pois quando a luz penetra, as trevas são dissipadas. O escritor e psicanalista Stefan Klein em seu livro “A Fórmula da Felicidade” diz que “em nossa cabeça há circuitos específicos para os sentimentos agradáveis. Desta forma, as alegrias e os prazeres fazem frente às emoções negativas assim como o vento dissipa as nuvens”.

Nota: os textos entre parentes não pertencem à literatura original, pois como pedaços da obra “As Vertentes do Sofrimento” foram postadas, estes textos entre parênteses visam contextualizar toda a postagem.

sábado, 6 de novembro de 2010

Vaidades da Vida

"Frente às exigências da vida,
esquadrinhe os propósitos!
E defina-se e inspire!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

Parece meio sem sentido o fato de que Deus dá e tira aquilo que concedeu. Mas isto é verdade, E tem sentido sim! Confirma, sobretudo, a soberania divina contextualizando propósitos segundo um ensinamento essencial para a vida cotidiana: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Coríntios 15:19). Entretanto, como alguém pode desejar tanto coisas que não viveu, não vivenciou? A reposta é simples: ...COMPROVAÇÕES... . No final, tanto as coisas celestiais como as terrenas exigem. comprovações. E isso também para que não haja justificativas.
A experiência do homem mais rico da história, a quem o próprio Deus outorgou sabedoria, resume o sentido dos anceios pelas benesses da vida no livro de Eclesiastes, no capítulo 1: “Apliquei o coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu. Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento. Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia (tolice); e vim a saber que também isto é correr atrás do vento. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.. (Eclesiastes 1.13a,14,17,18).

A palavra hebraica para vaidade (ou ilusão) define tudo aquilo que é inconsistente, vazio, assim como o é um sopro.

Considero que a versão NTLH esclarece melhor (ou seja, contextualiza) esta idéia: “Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e, quanto mais sabe, mais sofre” (Eclesiastes 1.18).

E quando o ser humano se liberta dos aguilhões das expectativas em função dos modelos físicos de felicidade, se tiver que atravessar o vale da sombra da morte exultará de alegria. Esta proposta realmente é excelente: LIBERDADE!
Aquele que é plenamente livre é capaz de caminhar no escuro sentindo-se seguro; e quem é livre, perscruta propósitos ao caminhar na escuridão, que nestes momentos se revela como de fato é: não só um lugar escuro, mas um ensinamento de que não se deve contar absolutamente com o que está diante dos olhos; enfim, se aprimoram e se harmonizam os sentidos humanos.


Nota: por motivo de viagem, novas postagens somente serão publicadas dia 20/11;

domingo, 24 de outubro de 2010

O que Preenche o seu Coração ?

"Frente às condições da vida,
iberte-se e... inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

O que outrora Deus te deu, se você hoje permite que isso tome muito espaço em sua vida, deverá ser ofuscado ou até mesmo excluído!
Esta iniciativa tem que ser tomada, caso o coração acabe se subjugando por tais desejos concedidos.
Meio contraditório, não é mesmo?
Pois, como pode uma concessão Divina se tornar, de certa forma, prejudicial?
Existem coisas que se realizam para serem confrontadas...!

E no mais, quais circunstâncias têm em si o potencial para fazer alguém feliz?

Na verdade, ainda que as pessoas tenham necessidades físicas, psicológicas, emocionais e/ou sociais, Deus quer torná-las livres das circunstâncias condicionantes; isto é, livrá-las daquelas condições quase absolutas para fazê-las feliz.

A idéia acima pode ser mais bem expressa através da Parábola da Amizade (de Sesinando F.). Ela conta que um homem mui bondoso e rico, e, por conseguinte, mui orgulhoso, achava que podia fazer todo o bem às pessoas mediante a riqueza que possuía. Em certa ocasião, alguém por quem tinha grande estima se encontrava deveras deprimido, e por isso, acamado. O seu estimado amigo havia perdido um anel preciosismo, sob seus cuidados por três gerações. Este anel havia caído num chiqueiro de porcos abandonado e lamacento, e por um motivo misterioso de jeito nenhum conseguia acha-lo.
O rapaz enfermo, com cândido e afetuoso olhar, estimulou o amigo rico a procurar no chiqueiro aquele bem perdido. Deveria ser naquele momento!? Eis a questão: permitir que seu amigo definhasse, e deixar o seu orgulho o acorrentar, ou dar vazão a um profundo sentimento de compaixão. Que dicotomia! Porém, o amigo rico decidiu, resoluto, procurar o anel naquele chiqueiro. Então, sem titubear, caminhou em direção a porta a passos largos e firmes quando, de repente, aquele rapaz que se encontrava enfermo e acamado, pôs-se de pé e disse: - Não precisa mais procurar o anel; não o quero mais! Ele antes me trazia contentamentos, porém, agora, sua afeição, seu amor, meu amigo, preencheu o vazio em meu coração. E HOUVE LIBERTAÇÃO; uma das maneiras mais eficazes de pessoas serem libertas.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Diabo Age Livremente?

"Frente ao mal, simplesmente
olhe a manifestação de Deus!
E se anime, inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

Não.
“Ao que disse o Senhor a Satanás (ou Diabo): Eis que tudo o que ele (Jó) tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor” (Jó 1.12). No capítulo 2, Deus já permite que Satanás aflija o corpo físico de Jó, mas determina os parâmetros desta ação demoniaca : “... somente poupa-lhe a vida” (Jó 2.6).

A vida humana em si resume todo o propósito divino delimitando expectativas e perspectivas; “não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?” (Mateus 6.25b). Contudo, a porta que conduz a plenitude desta vida é estreita e seu caminho não é fácil (Mateus 17.14).
E ainda, no mesmo livro de Mateus, há a assertiva consoladora de que sequer um passarinho cai no chão sem que Deus permita (referência: Mateus 10.29-30). Com base também nesta afirmação, nem circunstâncias, nem potestades malignas discorrem a esmo.

Ou seja, é notório que o sofrimento é uma das principais maneiras pelas quais Deus se revela, e conduz o homem a um nível espiritual mais profundo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Medo (por Outra Visão)

"Não obstante o medo, não pare!
Antes, prossiga... ..
E imponha-se... inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

“Porque o que eu temia me veio, e o que receava me aconteceu” (Jó 3.25).
Com certeza um relacionamento singelo, puro com Deus, não se constrói por intermédio do medo em relação às decisões e atitudes divinas; E este relacionamento não pode ser moldado mediante o medo consciente de adentrar no desconhecido, medo este de ir, por exemplo, para o inferno, e lá viver o ápice do sofrimento eterno.

Um princípio latente da economia diz que aquele que angariou conquistas na vida preocupa-se principalmente em não subtrair o que construiu, e aquele que tem poucas posses, preocupa-se em angariá-las. Este princípio se reflete também em função da vida espiritual; Jesus afirma que “... a qualquer que tiver lhe será dado, e a qualquer que não tiver, até o que parece ter lhe será tirado” (Lc 8:18).

O medo de perder ou subtrair a essência da alma, a consciência, a memória, a sensibilidade deveria ser uma preocupação constante do homem?!
Ou tudo isso, na verdade, é tão comum e normal que deveria ser ignorado?
Talvez a inteligência humana não devesse sequer conotar justificações de medo, ou seja, este sentimento basicamente é uma reação natural. E a percepção de algum tipo de perigo acaba tornando-se positiva quando o homem se prepara mais, se estruturando melhor e, assim, zela pelo seu espaço vital.

O medo pode representar ainda um sentimento vivo de precaução e prudência - a consciência da provisão, consoante surpresas e “obscuridões” que só o aquele que enxerga além pode perscrutar. A percepção e sensibilidade que identifica o espírito do homem e o torna tão próximo e ligado a Deus. É esta consciência que torna o ser humano a primícia da criação e o seu principal diferencial. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gênesis 1.6).
Assim, pessoalmente, entendi que a consciência é a maior riqueza do ser humano.

O texto áureo supracitado, em referência a Jó (Jó 3.25), sintetiza o medo. Em suma, o livro de Jó coloca o pavor, que é um sentimento de medo mais intenso, mais agudo, em choque com a própria existência. Dizia Jó:“sobrevieram-me pavores; é perseguida a minha honra como pelo vento; e como nuvem passou a minha felicidade” (Jó 30.15).
E, desta maneira, com um sentimento entenebrecido, a auto-estima baixa do ser humano torna-se um propulsor para uma queda iminente. E subvaloriza de sobremodo a honra, os méritos; que outrora exaltava a capacidade e poderio, passa a antecipar uma derrota quase inevitável, culpando, acusando, oprimindo.

sábado, 4 de setembro de 2010

A Fórmula da Felicidade

"Frente às frustrações, vislumbre a Deus!
E reavive-se, inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

Não existe!?
Uma fórmula para sentir ou se angariar a felicidade é utopia?
Os caminhos percorridos por pessoas diferentes para alcançá-la acabam tornando-se diferentes, ainda que o chão, a poeira, o clima, o vento, até os propósitos ou o sentido sejam semelhantes.
Se uma estatística revelasse que as pessoas muito magras são felizes, isso seria um fator determinante para se tornar de fato feliz?
Ou se uma pesquisa mostrasse que a maioria dos viciados em algum tipo de alucinógeno...?

A felicidade pode ser um estado de paz de espírito, um sentimento de bem-estar e independe da realidade que se opõe, ainda que esta seja terrível e degradante. Em outras palavras, desde que não se enxergue o perigo real iminente pode ocorrer uma sensação absoluta de bem-estar pessoal. Segundo a Jesus, há uma perspectiva de felicidade diferente daquela que habitualmente se padroniza, a qual envolve, entre outras coisas:
1. Mansidão (sentimento estritamente vinculado à humildade) até diante de ofensores, os quais funcionam como mola propulsora para aperfeiçoamento do nosso caráter.
“Bem-aventurados os mansos...” (Mateus 5:5);
2. Submissão (fruto de respeito) às autoridades, ainda que sejam opostas.
”Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas ... e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Romanos 13:1-2);
3. Longanimidade (extrema paciência) frente aos inevitáveis desafios, que normalmente requerem atitudes urgentes.
“Mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias...” (Isaías 40:31);
4. Paz, alegria de um justo, não obstante a perseguição sofrida.
“O fruto do Espírito é: alegria, paz ... longanimidade. .. (Gálatas 5.22)

Pois, “bem-aventurados (ou muito, muito felizes) os perseguidos por causa da justiça... Bem-aventurados sois quando, por minha causa (Jesus), vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.” (Mateus 5.10-11)

Mas como se ter uma expectativa de felicidade então?
Se o mal se levanta, invariavelmente é um grande sinal de que se faz o bem. Ou o mal pode lutar contra o mal?
Claro que não.
Neste ínterim, se Deus não mostrou ainda a saída, consola, outorga paciência, coragem, sabedoria, paz, esperança, força, ânimo. O diabo, influencia espiritual oposta a Deus, conhecendo o homem anatômica e psicologicamente, tenta convencê-lo a se tornar dependente das coisas que o mundo oferece com vistas a proporcionar alívio para coração e mente. Com isso, visa estruturar a auto-estima das pessoas com seus padrões pré-estabelecidos, os quais o certo passa a ser visto como errado e vice-versa. Como por exemplo, o roubo de alimento quando se está com fome e sem recursos financeiros. Esta potestade espiritual maligna, mediante esta visão, sabe que o ser humano fica mais vulnerável quando cria expectativas totalmente voltadas aos seus interesses, pois qualquer estrutura formada com base nestes padrões seculares tende a desmoronar, circunstancialmente ou mesmo incitada pelo mal. Tal a dependência do ser humano em se auto-afirmar, tendo como referência os parâmetros do mundo; se a alegria depende daquilo que se pode ver ou tocar, a pessoa torna-se vulnerável demais, visto que as frustrações são iminentes. Não necessariamente o mundo com que interagimos nos machuca sempre, mas muitas vezes nos frustra porque passamos a vá-lo como essencial para a sobrevivência. E espiritualmente esta visão agride o Criador. Aí, uma simples contemplação pode se transformar em obsessão ou espírito de possessão ou ganância. O próprio diabo faz o homem subir o mais alto que puder para depois derrubá-lo; a ambição pode se transformar em ganância, e os fins podem erroneamente vir a justificar os meios. A queda assim torna-se mais terrível.

Enfim, o homem foi feito para o sorvete ou o sorvete foi feito para o homem?
Deus e o diabo diariamente te fazem esta pergunta.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Referência Equivocada

"Não obstante as religiosidades e engessamentos da vida,
perceba Deus! E liberte-se e inspire!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

O conhecimento e atitudes (ainda que as causas sejam boas) sem a revelação de Deus para quase nada se aproveitam.
Diz o texto no primeiro livro de Crônicas, capítulo 16, que Davi designou alguns dos levitas por ministros perante a arca do Senhor para O celebrarem e O louvarem, sendo Asafe um dos levitas escolhidos. Davi, pois, deixou Asafe e seus irmãos ali, diante da arca da aliança para ministrarem continuamente, segundo a exigência de cada dia (I Crônicas 16.4,5,7,37). A arca da aliança era marca e selo de que Deus estava presente no meio de Israel; não era a fonte de poder, mas figurava o próprio Deus. Por sua vez, Asafe tinha a responsabilidade de representar o povo inteiro naquele culto de louvor e adoração ao Senhor do Universo

Ocupado todos os dias na organização do culto a Deus, o 73º Salmo relata que ao começar a observar seus ricos vizinhos nababescos, tão impiedosos e incrédulos, Asafe cansou; suas forças se esvaíram. A partir de então, teve inicio o processo de queda de Asafe; ele acreditava que sua dedicação a Deus o faria merecedor dos favores divinos. Este pensamento desprezava a soberania, graça e misericórdia de Deus, pois que o ser humano deve se colocar perante o Senhor com humildade, reconhecendo-se pecador. É perigoso igualar a espiritualidade com o bem-estar proporcionado pelas benesses da vida. Por conseguinte, ao pensar desta maneira os resultados do relacionamento com Deus põem em detrimento o próprio relacionamento.

Considerando todas as coisas que Asafe entendia serem os fatos reais pelos quais se justificava, ele começou a achar que a injustiça imperava sem que Deus tomasse providências. Conta Asafe no Salmo 73º: “quanto a mim, os meus pés quase resvalaram; pouco faltou para que os meus passos escorregassem” (Sl 73.2). É como se o ser humano tão atrelado às circunstâncias da vida, distraído, não atentasse para os males a sua frente, e se sentisse afundando como que em areia movediça de tal maneira que não conseguisse se livrar do lodaçal. Assim expressou: "Quando tentei compreender isto, fiquei sobremodo perturbado".(Sl 73.16). Mas finalmente Asafe teve o discernimento de que sua atitude negativa representava muito mais do que um mal dia, ou uma fase em sua vida.
Asafe, prostrado, tinha a sensação de estar num buraco, até entrar na presença do Senhor, que o texto conota como sendo o Santuário de Deus. Asafe não se referia a estrutura física. O santuário no antigo Testamento era o lugar que Deus escolhera para tornar conhecida a Sua presença. A expressão Monte Sião, a colina de Jerusalém (Israel) em que a arca de Deus se instalara, veio a ser o sinônimo do conceito “Deus morando entre os homens”. Dentro deste processo, Deus deu a Asafe compreensão e entendimento da vida que ele jamais tivera antes. Asafe não veio a aprender algo novo; ele compreendeu amplamente a palavra de que ele já conhecia parcialmente, agora tornada vivificada e aplicada pelo próprio Espírito de Deus.

É importante ressaltar que a fé não é força que controla Deus, pois Ele é soberano. A fé não consegue determinar que os acontecimentos da vida obedeçam a um padrão de felicidade pessoal. A fé é dom de deus (Gálatas6:22).

domingo, 1 de agosto de 2010

Quem É e o que Intenciona o Diabo?

"Frente às malignidades, sinta Deus!
E posicione-se, inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

Seus nomes correlatos:
* Lúcifer, Satã ou demônio - SAMPAIO, Fernando G.; Fonte de Consulta: A História do Demônio : da Antiguidade aos nossos Dias. Porto Alegre: Garatuja, 1976;
* Antiga Serpente - R. N. Champlin (PhD) e J.M. Bentes; Fonte: Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Volume 6, de, 1995.

a. LÚCIFER
“Lúcifer - o Príncipe dos Demônios - não é referendado na Bíblia (VT e NT). Apresenta-se como sinônimo de Diabo, Demônio e Satanás. Este nome surgiu na Baixa Idade Média, baseado numa divindade associada ao planeta Vênus. Os teólogos, para criar o termo, recorreram ao Livro de Enoque, considerado apócrifo, do qual restam vestígios na Bíblia, em Gênesis, 6. Lúcifer, produto da teologia cristã, foi associado aos diabos, Satã, ao conceito de "demônio" dos gregos e ao princípio do dualismo Bem e Mal do Zoroatrismo, entre outras tradições".

b. SATÃ
“Satã significa o adversário, o acusador. O termo acusador existia no Império Persa, cuja função era a de percorrer secretamente o reino e fiscalizar tudo o que estava sendo feito de mal no sentido de apresentar denúncias diante do Imperador, que mandava chamar os funcionários faltosos e os castigava. Com a evolução da doutrina religiosa judaica, Satã acabou se convertendo, de um acusador dos pecados dos homens, num deus secundário, oposto a Javé. Satã não é Lúcifer. Ele não é um anjo que se revoltou contra o Senhor. Ele é apenas um acusador, ou seja, um dos olhos do Senhor, que anda pela Terra e comparece perante o Senhor para acusar”.


c. DEMÔNIO
“Demônio (daimon) é de origem grega e significa gênio sobrenatural, espírito.... O termo demônio não é citado no AT, onde só aparece nos últimos livros. Ele existe no Novo Testamento, onde os Evangelistas chamam os demônios de Satã. Quer dizer, o demônio só surge com a influência grega. Para os gregos, os demônios significavam as almas dos mortos assimiladas às das divindades ... foram confundidas com as manes, os lares, os gênios latinos. Estas concepções penetram a Palestina. Com a vinda dos romanos, o Demônio grego transforma-se em Diabo, cujo significado passou a ser espírito da mentira ou caluniador. O Daimon grego passa a ser o Diabolus romano. Na Baixa Idade Média, o Diabolus romano ganha força. Como o Diabolus romano era um espírito mau, passou a designar o espírito mau hebraico, Satã. Para explicar a sua presença como tentador do mundo, os padres da Igreja recorreram à lenda da revolta do anjo Azazel, dos Livros de Enoque, que eram apócrifos”.

d. A ANTIGA SERPENTE
Não deve-se ignorar este título aludido ao inimigo de Jó, desde o princípio, do Éden.
“Dotado do caráter de serpente, um dos constantes símbolos que a humanidade tem usado para indicar um poder astucioso e destruidor, que ataca sem misericórdia; Por isso é que Satanás é aqui chamado de a antiga serpente. Satanás tanto é a serpente como é o dragão. O dragão é um animal semelhante à serpente, nas histórias antigas. Esses dois vocábulos, no grego, drakon e ophis, são usados na Septuaginta como termos intercambiáveis para Leviatã, ou seja, monstro-marinho”.


Embora expulso das regiões celestiais (Ezequiel, capítulo 28), esta potestade espiritual apresenta-se diante de Deus com o intuito de acusar o ser humano de falhar. O livro de Apocalipse revela que o acusador vinha até Deus, acusando de dia e de noite as pessoas cujas vidas estavam plenamente norteadas pelos preceitos divinos (Apocalípse 12.10). Assim, conquanto alguns deveras se esforcem para serem irrepreensíveis e íntegros diante do Senhor, Satanás sempre achará falhas, brechas, para se valer de direitos.
O livro do profeta Isaias revela as atividades de Satanás até mesmo antes da existência da Terra como a conhecemos hoje (Isaias 14.12-19).

No livro de Jó, o Diabo deixa claro que seu interesse é fazer com que o homem questione os desígnios de Deus; ou seja, murmure, blasfeme e amaldiçoe as coisas oriundas e pertinentes ao Reino Divino... . Descreve assim:
“Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: porventura Jó teme a Deus debalde?
Não o tens protegido...? Tens abençoado a obra de suas mãos... .
Mas estende agora a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e ele blasfemará de ti...!” (Jó 1.9-11).
“... toca-lhe nos ossos e na carne, e ele blasfemará de ti na tua face!” (Jó 2.4-5)

(Nota: por morivo de viagem a próxima postagem será publicada logo após o dia 17 de julho/2010.)

sábado, 10 de julho de 2010

Sentimentos de Perdas e de Ausências

"Frente às inevitáveis perdas na vida,
encontre Deus! E eleve-se, inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)


O mais dramático na perda é o sentimento de perda, não da perda em si. O que avassala a alma é o sentimento do abandono, da solidão expressa pela sua força e conseqüência. Este embate é expresso pela dicotomia espírito versus carne, ou seja, o espírito clama pela essência de Deus assim como a carne clama pela matéria segundo suas exterioridades; e este espírito reivindica no seu próprio ser aquilo que deveria ser tão naturalmente percebido: a extensão da divindade. Já dizia o filósofo Sócrates: “se o homem conhecesse suas reais capacidades ele voaria”. No entanto, por muitas e muitas vezes a capacidade humana é subestimada o fazendo parecer tão superficial e comum. Concernente às coisas de Deus, o que não é, pode vir a ser, mas segundo as diretrizes da matéria, o que é hoje, amanhã pode não ser mais. Conflitante, não é mesmo?

Contudo, para estar diante de Deus é necessário se despir de autovalorizações, sem que hajam negligências fruto de depreciações. Assim, para se relacionar com o Criador, é condição precípua sentir-se criatura; porém, para se relacionar com o mundo, ao contrário, o homem deve se impor e provar coisas. Vive-se então uma dicotomia, pois se ama o Criador, assim como se deve amar e/ou admirar a Sua criação. Mas o homem sem equilíbrio emocional, ainda que “doutrinariamente religioso”, se cansa emocional e psicologicamente, se debruçando em outra(s) pessoa(s); e devido às suas carências e frustrações quase inevitáveis, distorcidamente, tende a ver nas criaturas de Deus, as pessoas, o fundamento para sua motivação e alegria, condicionadas ao que se pode visualizar. Aí está o veiculo para o sentimento de perda e de ausências.

Davi estava envolto pelo sentimento mais avassalador que um homem poderia sentir, o abandono por parte de Deus. Exclamou: “não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo Espírito” (Salmos 51.11). De repente se nota o valor antes subentendido e os relacionamentos verdadeiros se constroem; e aquilo que passava desapercebido, se faz conhecer: o ser humano, imagem e semelhança de Deus, tem um valor divino refletido na sua existência, obscurecido pelo Diabo. Davi, aflito, uma vez exclamou erroneamente: “eu dizia na minha precipitação: todo o homem é mentira"(Salmos 116.11).

domingo, 13 de junho de 2010

As Características e a Origem de Jó

"Frente às intempéries da vida, veja Deus!
Levante-se e inspire!"


(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

“Observaste tu (satanás) a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele...” (Jó 1.8a).
Jó era homem sincero, Íntegro, bom; reto, honesto e temente a Deus; Integridade é uma palavra que sintetiza retidão, imparcialidade, sinceridade e pureza; Na versão Revista e Corrigida na tradução de João Ferreira de Almeida, a palavra ‘sinceridade” representa a tradução de integridade; temor na perspectiva de Deus significa honrá-Lo, respeitá-Lo, reverenciá-Lo, obedecê-Lo, amá-Lo, reconhecendo Sua soberania e grandeza, o que é diferente de ter medo.

Jó era visto por Deus, segundo o livro de Ezequiel como um dos três homens mais íntegros de todos os tempos (Exequiel 14.14).
“Pressupõe-se segundo os escritos no livro de Gênesis que Jó era originário da tribo de Issacar (Gênesis 46.13) e sua cidade natal, a terra de Uz, situava-se geograficamente no Norte da Arábia, e por estas terras passavam povos comercialmente poderosos, como os sabeus e os caldeus; os sabeus eram originários do norte da Etiópia, ricos em ouro, pedras preciosas e provavelmente o marfim; já os caldeus era o povo da Caldéia, distrito ao Sul da antiga Babilônia, que posteriormente veio a designar a Babilônia inteira, capital intelectual de toda a Ásia ocidental, detentores de ciências como principalmente a Astronomia, além da Babilônia vir a ser o centro da prosperidade comercial da época”. Fonte: Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Volume 1 e volume 6, de R. N. Champlin e J.M. Bentes.

“Depois de todas as suas tribulações, teve o patriarca uma sobrevivência de 140 anos (óo 42.16). Infere-se, pois, haja sido de aproximadamente 200 anos a sua idade ao falecer. Depreende-se que tenha Jó vivido numa época anterior à do patriarca Abraão, entre os séculos XXV e XXIII antes de Cristo” (revista das Lições Bíblicas publicadas pela CPAD no primeiro trimestre de 2003,).

Jó era um homem feliz, tornara-se o mais rico do oriente, “era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente ao seu serviço...” (Jó 1.3); “e nasceram-lhe sete filhos e três filhas” (Jó 1.2). Não obstante sua posição social e poderio, procurava não fazer nada que fosse errôneo. Afirma a Bíblia que Jó era respeitado e reverenciado como nobre (Jó. 29.9-10), e os pobres e necessitados viam em Jó o amparo providencial (Jó 29.11-13). Assim, era visto como um homem que praticava o bem e se desviava do mal.

Nota:
Por motivo de viagem as postagens novas só serão publicadas a partir de 28 de junho/2010.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Afinal, pra que as Auto-Mazelas?

"Frente às adversidades, veja Deus!
Então erga-se e inspire-se!"


(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

Um dia Deus falou comigo através de uma situação que parece tão comum, não porque em si seja, mas porque, apesar de dramática, a sociedade aprendeu vê-la desta forma: Numa das ruas mais conhecidas do centro do Rio de Janeiro, estava um homem, mais um pedinte, que queria ver a forma mais eficaz de chamar a atenção. Era mais um aleijado no meio da sociedade focada em seus afazeres. Um aleijado, coxo das duas pernas, fazia à aproximadamente três meses a mesma rotina – de aproximadamente nove às dezessete horas ficava deitado, sempre em posição desconfortável, na calçada, próximo ao meio fio, batendo um copo plástico onde se tilintavam moedas. Um dia eu o vi, na mesma rua, conversando, vivendo esta dicotomia. Naquele momento, ele pareceu-me menos aleijado e mais cidadão; não que não o fosse, mas ressalto o sentido de se querer assumir um lugar, ocupar um espaço... . Deus falou comigo: este homem não é só um aleijado, ele tem um espírito de miserabilidade.

Ainda que se aceite que os problemas pelos quais Jó passou sejam o parâmetro de sofrimento vivido em perspectivas físicas, psíquicas e sociais, há uma forte tendência de um indivíduo achar que seus problemas são terríveis demais, e assim dá-se excessiva ênfase à auto-mazelas e auto-piedades. Em contra-posição, Deus requer esforço e bom ânimo, pois que nada na vida é conquistado sem entusiasmo. E para aqueles que dizem que o dia a dia é massacrante, Jesus diz no livro de Mateus, capítulo 11, versículo 28 que “... a carga posta no homem é leve... “, desde que eles estejam sob Seu jugo (sujeição) e Suas regras.

Para Jó, Deus quis se revelar de forma pessoal e sobrenatural, não sujeito a preceitos e tradições, modificando as concepções da época que afirmavam que todo sofrimento era inevitável conseqüência de pecados. Todavia, o Senhor também usa os percalços da vida para sensibilizar o coração, muitas vezes cauterizado pelas coisas da vida; sentimento este que pode ter origem na idéia de que são normais as injustiças e as mazelas num mundo que quer provar que o mais forte e o mais rápido fisicamente vence.

domingo, 9 de maio de 2010

Jó. por que ou pra que?

"Frente ao mal, veja Deus!
Quebrante-se, inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

É impossível meditarmos sobre sofrimento, suas causas, conseqüências e porquês sem um referencial que sobrepuja qualquer conceito, por mais que seja tão bem formulado. Este referencial é Jó, homem bom, “religioso”, humanamente próspero, que de repente perde os filhos, todos os bens e ainda é atacado por uma doença dolorosa, incapacitante e nojenta.

MAS POR QUE? OU MELHOR, PRA QUE?

Diante das intempéries da vida, não é raro se questionar demais, e até mesmo se revoltar, transferir culpas e se ausentar da presença de Deus.

Assim como hoje em dia é comum se mistificar todo e qualquer sofrimento pessoal como tendo origem no Diabo, os amigos de Jó, em diálogos poéticos, procuram achar explicação para tanta desgraça, considerando o sofrimento como, simplesmente, resultado do pecado pessoal. Para eles, Deus sempre recompensava os bons e castigava os maus. Mas Jó reage... . Neste ínterim, Deus não responde aos questionamentos de Jó, mas antes fala do Seu poder e excelsa sabedoria, constrangendo Jó.

O caso de Jó merece uma atenção exclusiva, já que não se deve padronizar situações. Em conclusão, Deus repreende os amigos de Jó por não haverem entendido a razão do seu sofrimento e por terem defendido idéias teologicamente erradas. Jó, porém, reconheceu que os seres humanos não podem compreender tudo, nem explicar bem a razão por que às vezes os justos sofrem. Enfim, a vida vai além de quaisquer pré-concepções sujeitas ao mundo físico em que se vive. E existem mistérios que têm em si a característica de não serem compreendidos ainda, pois “as coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que observemos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29.29).

O deserto, por exemplo, tem sentidos teológicos diversos; pode significar abandono, solidão, tristezas ou ainda pode significar provação, pois nesta perspectiva, o homem está em iminência de crescer, e assim desenvolver-se, purificar-se, amadurecer, melhorar e aperfeiçoar o caráter, valorizar e enxergar coisas que antes não conseguia, então se aproxima e de Deus, constrói comunhão e relacionamento com Ele; tem a oportunidade de vê-lo pessoalmente trabalhar, e por conseguinte, a fé se torna mais viva; entende-se que se Deus permite o homem trilhar um caminho ardiloso, certamente, tem propósitos a cumprir. No mundo espiritual, o sentido conotativo, ou intrínseco, figurado, tem um peso maior do que o sentido denotativo ou real. A matéria pode ser em si boa ou ruim, dependendo do uso e propósito. Mas é claro que o homem persuade o mundo espiritual corrompendo aquilo que originalmente era bom; ou seja, alguma inspiração inicialmente pode até ter sido de Deus, mas o produto se tornou maléfico, extraviado da essência, da verdade. Um exemplo oportuno é o dinheiro que em si pode ser bom, desde que por seu intermédio suscitemos o que é bom, com desprendimento, sem o vermos como fonte de bênçãos, o que roubaria a glória de Deus. A bíblia afirma que “...o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm 6.10).

No final, depois de aproximadamente onze meses de sofrimento (segundo estudos teológicos), o “religioso” Jó conseguiu ver a Deus: “bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido;. ...falei do que não entendia; coisas que para mim eram maravilhosíssimas, e que eu não compreendia. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. 6Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:2,3,5). Os amigos de Jó, que tanto o constrangiam estavam errados, conforme a repreensão do próprio Deus (Jó 42:7-9) “E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía.” (Jó 42:10).

sábado, 28 de novembro de 2009

Os Opostos Visíveis da Batalha Espiritual

"Frente às malignidades,
sinta a presença de Deus!!
E profetize... inspire!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

VERDADES VERSUS MENTIRAS

O cerne da batalha espiritual é a oposição da verdade: a mentira, na qual o mal se personifica.
Jesus, a manifestação visível da plenitude divina, possuía como um de seus títulos “A VERDADE”. Dizia Ele: “eu sou o caminho, a verdade e a vida... (João 14.6). E em contra-posição a Deus, o Diabo é intitulado “O PAI DA MENTIRA” (João 8.44). Enfim, a luta espiritual, no tocante à humanidade, manifesta-se sobretudo através de verdades e mentiras.

Mas o que é de fato verdade?
E como se consubstancia uma mentira?

Deus incita o homem a se confrontar. Quando Jesus afirma ao Fariseu Nicodemos que para se visualizar o Reino de Deus era necessário à pessoa nascer de novo (João 3.3), ou seja, nascer da água e do Espírito, Ele queria dizer que não implicava somente num batismo ritualista de águas. Implicava acima de tudo no propósito do batismo que era confrontar a si mesmo e se arrepender dos erros. Este processo de desenvolvimento de caráter somente se dá através da manifestação da verdade, que em si tem a autoridade de confirmar ou nortear comportamentos. Verdade denota sinceridade (transparência) que de acordo com a Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Volume 6, de R. N. Champlin (PhD) e J.M. Bentes, a palavra origina-se do vocábulo grego ellikrinéia, que significa transparência, clareza solar, não adulteração. O sentido etimológico da palavra sincero é sem cera (sem máscaras); em decorrência de na antiga Roma os atores entrarem em cena trajando uma máscara de cera.

Em oposição à verdade, a mentira instiga o homem a acreditar nas fatalidades fruto de inevitabilidades, e assim desenvolver uma fé estranha aos desígnios de Deus: A FÉ NEGATIVA. E não obstante os males e aflições que inevitavelmente atingem o ser humano, umas mentiras são impregnadas no coração aflito: NÃO HÁ SOLUÇÃO ou DIFICILMENTE SE SAI DESSA... . Isso porque frente à sobrevalorização de adversidades é até cômodo se gerar este tipo de fé!
Em suma, uma das maneiras mais viáveis e coerentes de se compactuar com o mal é através da manifestação das mentiras e suas máscaras.

sábado, 7 de novembro de 2009

O que É a Morte?

"Frente ao inevitável,
compreenda o que faz parte da obra Divina!
E vá até o fim. Inspire a viver!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

A Teologia fala sobre dois tipos de morte:
- a morte física ou ausência plena do fôlego de vida
- a morte espiritual ou ausência da presença divina. No sentido espiritual, morte é estar separado de Deus (Mateus 13.49-50; 25.41; Lucas 16.26), e a segunda morte é estar separado de Deus para sempre (Apocalípse 20.6,14).

No Novo Testamento (após o nascimento de Cristo) há uma incidência de textos conclusivos sobre a morte espiritual, diferentemente do Antigo Testamento que apenas aborda a morte física. Assim, o Novo Testamento abrange a história da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo; enfim, nos conta que através Dele todas as pessoas têm a oportunidade de viver eternamente nos céus.

Nos livros bíblicos constantes no Antigo Testamento, os israelitas, depois de viverem uma vida longa, plena com muitos filhos, aceitavam a morte como um fim natural. Uma morte prematura era vista como o resultado do julgamento Divino sobre aqueles que eram desobedientes a Ele. Paradoxalmente, a morte geralmente nunca era vista como um limiar para uma vida melhor no céu. Esta afirmativa é confirmada no momento que Deus deu a lei para Moisés e para o povo, cujo juízo Divino, em decorrência de desobediências, implicaria na morte física. Portanto, a morte era vista pelo israelita normalmente como um mau resultado de seu pecado e desobediência. Em suma, a morte significa também, pelo menos no primeiro momento, o fim da vida natural, que resultou da queda em pecado (Gênesis 2.17; Romanos 5.12).
Mais tarde, essa idéia um tanto obscura sobre a morte sofreu mudanças. O livro de Daniel implementa a primeira referência sobre uma provável ressurreição dos mortos, profetizando que "muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno"(Daniel 12;2).

Por causa do pecado, o homem fez oposição a Deus. Essa separação trouxe a morte tanto física como espiritual ao mundo. O apóstolo Paulo escreve "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23), “pois o salário do pecado é a morte... .” (Romanos 6:23). Pecado é delito, transgressão, culpabilidade, enfim, o que traduz a falibilidade da natureza humana oposta a natureza santa de Deus.

Quando o Novo Testamento fala sobre morte, está tratando de se viver uma vida ausente de Deus. O fato é que sem a presença de Deus se vive com medo da morte e sem a representatividade de Cristo se está espiritualmente morto. O livro de Hebreus relata que há um ser no universo que manifesta através de todas as suas vertentes a plenitude da maldade; esta oposição plena a Deus, denominada de Diabo, governa o mundo material, e é conhecido também como o senhor da morte (Hebreus 2.14). Assim, confrontado como uma “personificação” horrenda do mal, é fácil para o homem pensar na morte como um poder demoníaco que governava o mundo. Porém, Cristo "matou" a morte, ato este consubstanciado através de sua ressurreição. Pedro descreve como Jesus desceu ao Hades (lugar da morte) para conquistá-lo. (I Pedro 3: 18-19). Portanto, a morte e ressurreição de Cristo proporcionam às pessoas a oportunidade de restaurar sua comunhão com Deus.

sábado, 31 de outubro de 2009

Fé - Fidelidade aos Princípios...

"Frente às religiosidades,
canalize o conhecimento de Deus!
Faça a diferença, inspire!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

Muitos são surpreendidos quanto à origem de um termo bíblico tantas vezes mitificado: a palavra fé (fides) está intimamente relacionada a palavra Fidelis originada do latim, que significa fidelidade.
Mas por que estes termos estão teológica e semanticamente vinculados? E por que aquele que é fiel (a Deus) manifesta fé?
É porque a fé sobrenatural é dom de Deus e sendo “sua autoria” absolutamente divina (conforme revela os textos em Gálatas 5.22 e em Hebreus 12:2) é condição principal para obtê-la que o homem tenha intima comunhão com a divindade; e para se ter comunhão com alguém é necessário ser fiel. Assim, uma questão pelo menos deveria incutar a moral:
O homem é fiel a Deus ou ao que Deus pode dar?

Quão difícil é manter-se firme, sem titubear; negar a si mesmo, dizer “não” por amor, por fidelidade... . A estrada que conduz ao céu é estreita, e por isso requer algumas renúncias, anulação de interesses restritamente egoístas, sofrimento... .
O homem com medo de decepcionar-se, de frustrar-se, de sofrer, por conseguinte tende a não arriscar, a não investir e a não manifestar fé... . A fidelidade a Deus exige determinação, passos de fé; fidelidade esta não por imposição ou religiosidades, mas por revelação, embora a princípio (muitas vezes) se obedeça antes mesmo de se entender os propósitos.

No decorrer das estradas e desertos da vida, Deus revela seus atributos divinos, o que constrange o homem a se relacionar com Ele, submetendo-se aos Seus princípios. É fato, Deus é evidenciado de diversas maneiras, e se Sua voz não é ouvida claramente, não quer dizer que Ele não fale; se não se conhece a Deus, não quer dizer que Ele não se revele, “pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis (indesculpáveis) ” (Rm 1.20).
É importante frisar que Deus se revela também através do sofrimento. Neste ínterim, o coração e a visão fica mais sensível às coisas de Deus.

Enfim, em toda a atitude humana, os obstáculos e desafios do dia a dia definem e estabelecem um relacionamento profundo dom Deus mediante a FIFELIDADE... .

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Grande Desafio: Quem de fato Vive com Deus?

"Frente às religiosidades,
filtre o conhecimento de Deus!
Mude a postura e inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

“Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas? O que anda em justiça e que fala com retidão, que arremessa para longe de si o ganho de opressões, que sacode das suas mãos todo o presente; que tapa os ouvidos para não ouvir falar de sangue e fecha os olhos para não ver o mal, este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas.
Os teus olhos verão o Rei na sua formosura e verão a terra que está longe” (Isaias.33.14-17).

Só viverá eternamente com Deus quem vive hoje com Ele; ínfimos momentos apontam para uma eternidade. O 15º Salmo define as características daquele que habitará eternamente com Deus.

“Quem já esteve na lua, já não tem mais metas na terra” (Edwin Aldrin - Fonte: http://www.nbz.com.br/igrejavirtual/citacoes/508Reflexao.doc)

Foram chamados pela primeira vez de cristãos dois homens cuja procedência confrontou as malignidades (Atos 11.26). O termo CRISTÃO significa “aquele que se assemelha a Cristo”; em outras palavras, o CRUSTÃO é uma imitação de Jesus.

Quantos não são mais usados por Deus e íntimos Dele simplesmente por não serem mais ousados, e não chamarem a responsabilidade para si?
Um homem, sujeito às mesmas intempéries Terrenas, ousou dizer: “Meus irmãos, continuem a ser meus imitadores. E olhem com atenção também os que vivem de acordo com o exemplo que temos dado a vocês” (Filipenses 3:17).
Ao mesmo tempo que é timidez e covardia justificar erros em função de mitificações personificadas pelo Diabo, também o é quando nos isentamos da responsabilidade de ser exemplo, luz do mundo (conforme a profecia imperativa expressa em Mateus 5.13 e Atos 13:4).

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Deus Criou o Mal?

"Frente ao mal,
enxergue Deus! Mude o foco,
inspire-se!"

(Parte do Livro "As Vertentes do Sofrimento" de Sesinando F.)

Sim, segundo propósitos. É fato.
Pois Ele o possui. Contudo, o mal norteia manifestações... .

Deus não representa o mal, mas o justifica.

O sofrimento tem vertentes malignas!?
E o propósito, ainda que seja bom, muitas vezes produz dor.

Além do mais, é terrível cair nas mãos de Deus; “ai dos que querem esconder profundamente o seu propósito do Senhor e fazem obras escuras ” (Isaias 29.15). Porém, mesmo que (paradoxalmente) alguém se aproxime de Deus pelo medo de Sua presença ou medo do Inferno, o fator preponderante mantenedor do relacionamento com o Ele é o amor (dom divino), que possui em uma de suas vertentes o próprio temor a Deus. Diferente de medo, este temor significa honrar, reverenciar, admirar... .

O profeta Isaias revela Deus como Senhor de todas as coisas. “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas” (Isaias 45.7); Ele é detentor da ciência do bem e do mal. Se existe um ser no universo que domina esta ciência é o próprio Deus, cujos atos vislumbrariam até mesmo o Diabo. O Senhor é terrível!

É estranho para o ser humano compreender que o Deus de amor, porquanto justo, seja Senhor também do mal. Significa que Deus pode castigar até quase matar, ainda que não mate; ou pode matar e trazer à vida. O profeta Oséias exorta o povo a se voltar para Deus: “vinde, e tornemos para o Senhor, porque Ele despedaçou, e nos sarará. Fez a ferida, e a ligará. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante Dele” (Oséias 6.1-2).
Abraão, modelo de fé em Deus, possuía uma confiança absoluta nas decisões do Senhor; O livro de Hebreus, no capítulo 11, versículo 18, diz que Deus pediu a Abraão o seu único filho. O filho que Deus prometeu dar a Abraão, pelo qual nasceria uma grande nação; o filho que Deus deu, Ele poderia tirar-lhe!? A fé de Abraão focava mais a natureza de Deus do que aquilo que Ele era capaz de fazer. Deus poderia tirar Isaque, talvez temporariamente; ou Isaque como holocausto seria substituído; ou ainda que morresse, Deus o ressuscitaria... (Hebreus 11:19-18).

Dominar a ciência do mal, também consiste em perscrutar o mais íntimo e excluir da vida aquilo que mais se ama e cujo peso é tão grande a ponto de nortear ou influenciar decisões